Belo Horizonte tem hoje 214 espaços de coworking ativos, segundo levantamento da Associação Brasileira de Coworking (ABCo) divulgado esta semana. É o terceiro maior número do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro — e o crescimento não para.
Nos últimos 18 meses, 47 novos espaços abriram na cidade. A maioria está concentrada nos bairros Savassi, Lourdes e Funcionários, mas uma segunda onda está chegando a bairros como Santa Tereza, Floresta e Pampulha.
Quem usa coworking em BH?
O perfil do usuário mudou. Se antes eram principalmente freelancers e startups em estágio inicial, hoje os coworkings de BH atendem um público muito mais diverso: profissionais de grandes empresas que adotaram o modelo híbrido, nômades digitais que escolheram a cidade pela qualidade de vida, e até pequenas empresas que trocaram o aluguel de sala comercial pelo coworking.
"Minha empresa tem 12 pessoas e a gente não tem escritório fixo", conta Rodrigo, CEO de uma startup de logística. "Usamos coworking para reuniões e para quem precisa de um ambiente mais focado. Economizamos uns R$ 8 mil por mês em aluguel."
O que explica o crescimento
Além da consolidação do trabalho híbrido, BH tem algumas vantagens específicas. O custo de vida menor que São Paulo atrai nômades digitais. A cena de startups e tecnologia cresceu muito nos últimos anos, com empresas como Hotmart, Sympla e Méliuz criando um ecossistema que demanda espaços flexíveis.
A prefeitura também facilitou a regularização desses espaços com uma resolução de 2023 que simplificou o licenciamento de coworkings em áreas residenciais — o que abriu espaço para modelos menores e mais especializados.